Como o estresse e a dor crônica afetam nosso corpo?


A dor crônica, assim como a maioria das doenças crônicas, desencadeiam reações de estresse agudo e crônico no nosso organismo.

O estresse consiste numa reação, na qual o cérebro libera substâncias (neuro-hormônios) que irão modificar todo o funcionamento do organismo. No primórdios, esta reação era fundamental para vencer uma luta ou fugir dos predadores. Essa reação preparativa desaparecia sem qualquer conseqüência fisiopatológica, após cessar o perigo.

No entanto, o ser humano moderno (inclusive o paciente com dor crônica) enfrenta “feras” em seu cotidiano de modo constante e interminável. Desta maneira a reação de estresse, que deveria ser de curta duração, torna-se permanente e desadaptativa, trazendo modificações psico-neuro-imuno-endócrinas.

A FASE DE ALERTA

Nesta fase, os hormônios (principalmente oriundos da medula da glândula supra-renal: Noradrenalina) preparam o organismo para a luta ou a fuga. Consiste num fase positiva do estresse, de curta duração, essencial para a sobrevivência.

Esta cascata de modificações ocorre, por exemplo, quando um indivíduo sofre um acidente automobilístico de grande impacto.


A FASE DE RESISTÊNCIA

Persistindo os fatores estressores, o organismo entra numa fase de resistência, predominando as ação dos hormônios originados da córtex da glândula supra-adrenal ( DHEA e cortisol). Esta fase é mais longa que a anterior e permite que a pessoa continue a lutar contra o estressor, recrutando seu estoque de nutrientes formadores (vitaminas, minerais ou animoácidos).


É o que acontece quando a pessoa do exemplo acima sofre uma fratura nos ossos da bacia no acidente, com um quadro de dor aguda e intensa e precisa sair de um carro em chamas, para tanto ela irá resgatar seus estoques para sobreviver até a chegada do socorro.


Por outro lado, se uma estímulo doloroso torna-se persistente e incapacitante, entra-se numa fase de resistência adaptativa duradoura, desadaptativa e patológica.

A FASE DE EXAUSTÃO

Esta fase ocorre quando há permanência do elemento estressor, no caso a dor e a doença crônica levando a falência da capacidade do organismo de liberara hormônios, leucócitos, antioxidantes, neurotransmissores devido o esgotamento dos estoques de nutrientes e da exaustão das suprarrenais.

No entanto, não é apenas a dor e a doença crônica que podem levar a este tipo de estresse/ esgotamento: a tensão constante com trânsito, prazos, concorrências, contas a pagar, metas.  enfim, o corre-corre da vida moderna também contribuem para manter o cortisol nas alturas e desencadear o esgotamento físico e mental.

E como reverter esta situação?

Primeiro, ESCUTE seu corpo. Os sintomas podem ser acompanhados de uma súbita sensação de ansiedade, mal estar ou até mesmo um cansaço exagerado.

Pare de ignorar a importância de exercitar-se, MOVIMENTE-SE.
A prática regular de exercícios aeróbios pode ocasionar a redução dos níveis de hormônios estressantes no sangue, recomenda-se exercitar-se diariamente, por no mínimo 30 minutos. Além disso, pode afetar positivamente o ciclo sono-vigília, através da modulação do hormônio melatonina. Mesmo em indivíduos diagnosticados como depressivos, o exercício físico tem se mostrado eficaz na redução dos sintomas associados à depressão.

ATENÇÃO à alimentação.
Alimentação balanceada, rica em Ômega 3, Triptofano, Magnésio, Vitamina C, Arginina e Lisina, Cálcio, Vitaminas do complexo B.

Reserve um tempo para atividades que dão prazer para você (ler um livro, ouvir música, passear, adotar um hobby, praticar esportes, entre outros).

Diga NÃO
Quem aceita tudo, mesmo a contragosto, tende a acumular obrigações, tanto no trabalho como na vida pessoal. Tarefas ilimitadas resultam em ansiedade e frustração.

VIGIAI seus pensamentos, palavras, ações e emoções
Tente ser mais flexível, menos controlador/a. O perfeccionismo e a rigidez na manifestação do comportamento estão relacionados a traços de personalidade relacionados a fibromialgia, por exemplo.
Existem inúmeras estratégias cognitivo-comportamentais que auxiliam neste processo , hipnose, relaxamento, meditação, coping, reprogramação neurolinguística, entre outros. Ressalto que o significado de coping é o esforço cognitivo e comportamental que o indivíduo despende para administrar as exigências impostas por um agente estressor ou ” a forma que o indivíduo usa para estabelecer uma relação de enfrentamento”.
Realize PAUSAS durante o trabalho para respirar. Tente relaxar: INSPIRE e EXPIRE.

Conquiste bem estar e qualidade de vida: Dor tem Tratamento!!!
Converse sobre as suas dúvidas com um médico.

 Fonte: http://www.dortemtratamento.com.br/

 

 

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