Esquecimento: possíveis causas.


Esquecimento: possíveis causas.

A queixa de memória é freqüente causa de procura pelo médico geriatra. É uma queixa que deve ser sempre bem investigada, devido à possibilidade do esquecimento fazer parte de alguma doença.

Na verdade é difícil encontrar alguém que esteja satisfeito com a própria memória, pela correria do dia a dia, pelo excesso de preocupações e sobrecarga de atividades, a grande maioria das pessoas apresenta, invariavelmente, algum esquecimento. É um tipo de esquecimento benigno, que faz parte do cotidiano de todos: esquecer onde guardou as chaves do carro, os óculos, esquecer datas de aniversário ou de casamento: é marcante a falta de atenção e concentração. Nos mais jovens passa por distração e à medida que se envelhece, gera maiores preocupações. Essa preocupação nos mais idosos é relevante especialmente porque as doenças que afetam a memória têm ocorrência especialmente nessa faixa etária.

Dentre as doenças que acometem a memória as principais são as demências, entre elas a demência de Alzheimer é a mais prevalente. Nesses casos há um comprometimento das vias cerebrais responsáveis pela memória. A perda de memória é real, não está relacionada apenas com falta de atenção ou de concentração: o esquecimento é marcante para fatos recentes, o indivíduo tende a se tornar repetitivo e não consegue fixar informações, e essa falta de memorização passa a afetar seus relacionamentos e atividades. A memória remota, como lembranças da infância, está no geral preservada nas fases iniciais.

A principal “dica” para se pensar nesse tipo de comprometimento é quando os familiares passam a notar a falta de memória. O indivíduo acometido muitas vezes não se dá conta do problema. Já existe tratamento específico para a Doença de Alzheimer, que apesar de não ser curativo, pode retardar as manifestações da doença.

Outras doenças que podem se manifestar por esquecimento: depressão, transtornos de ansiedade, doenças da tireóide, déficit de algumas vitaminas, infecções. São também importantes causas de esquecimento e com grandes repercussões no dia a dia das pessoas acometidas, no entanto nesses casos as vias cerebrais não estão comprometidas e a memória tende a melhorar com o tratamento da doença de base.

A principal mensagem é nunca interpretar o esquecimento apenas como parte normal do envelhecimento, não antes sem uma avaliação ampla que permita afastar outros diagnósticos, possivelmente tratáveis.

Dra. Taciana Leonel Nunes Tiraboschi

Médica geriatra

Fonte: http://geriavida.com.br/artigos/?page_id=66

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